Histórico

Desde a sua criação, o INSTITUTO INTEGRA PARA O DESENVOLVIMENTO tem assimilado as metodologias desenvolvidas nos convênios firmados com diferentes agentes públicos e privados. Dentre esses, destacam-se os convênios com a FAO/ONU e a Secretaria de Desenvolvimento de Trabalho e Solidariedade da Prefeitura Municipal de São Paulo (SDTS/PMSP), junto ao Programa Oportunidade Solidária (POS), onde foram desenvolvidos trabalhos de sensibilização, seguido de pré-incubação e de incubação em economia solidária, de empreendimentos econômicos e de beneficiários dos programas sociais redistributivos da referida Secretaria. Essas ações atingiram mais de 5.000 pessoas de baixa renda e geraram mais de 30 empreendimentos econômicos e autogestionários.

Mesmo após o término do convênio com a FAO, em dezembro de 2004, A OSCIP continuou responsável pela assessoria e acompanhamento de 10 empreendimentos autogestionários em produção oriundos do POS, realizando atividades formativas e de assessoria in loco, relacionadas com a estruturação e consolidação dos empreendimentos, combinando temáticas, como gestão administrativo-financeira, viabilidade econômica, planejamento estratégico, comercialização e dinâmica de grupo. Cabe ressaltar que os empreendimentos estão inseridos em diversas áreas econômicas, tais como reciclagem, alimentação, artesanato e costura/confecção, demandando assessoria relativa às cadeias ou arranjos produtivos nos quais estão inseridos.

A OSCIP tem atuado também em parcerias com o setor privado para a realização de assessorias e cursos em gestão e viabilidade econômica de empreendimentos populares autogestionários. Neste sentido, com a Associação Mundaréu, que é responsável pela capacitação em desenvolvimento de produtos, criação e comercialização, ele participou do projeto “Prevenção à Reincidência Através da Geração de Renda”, para mulheres egressas (ou familiares) do sistema penitenciário na cidade de Sorocaba – S.P. O projeto de capacitação, iniciativa do Fundo de Amparo aos Presos – FUNAP, vinculada à Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo – SAP/SP, teve como objetivo geral a capacitação de mulheres para desenvolverem uma atividade produtiva e constituírem um empreendimento econômico na área de confecção. A participação da OSCIP estruturou-se em dois eixos fundamentais: (i) assessoria técnica nas áreas de gestão e estruturação de empreendimentos econômicos para a equipe técnica responsável pelo projeto e pela estruturação do grupo e (ii) realização de curso de capacitação em gestão financeira, contábil e administrativa para um grupo de 30 empreendedoras na área de costura/confecção. Essas atividades combinaram teoria com a vivência prática da organização da produção e da elaboração de produtos. Como frutos desta experiência, foram produzidos cinqüenta camisetas bordadas – que foram exportadas para a Itália a partir do contato de redes de consumo solidário e responsável – e estruturado um projeto de empreendimento em confecção chamado “Arte Solta”.

Certamente, as transformações do mundo do trabalho impactam o segmento jovem da população brasileira distintamente das gerações mais velhas, configurando diferentes trajetórias profissionais, limites e possibilidades de inserção no mercado de trabalho. Estes elementos vistos como “problemas sociais” da juventude são fundamentais para a formulação de políticas sociais e para balizar ou revisar metodologias das entidades da sociedade civil que atuam com esse público. Assim, desde o início de 2004, a OSCIP vem apontando como estratégia o desenvolvimento de metodologias em incubação e assessoria a empreendimentos já constituídos do segmento jovem. O ponta-pé inicial neste sentido foram os empreendimentos incubados de beneficiários oriundos do Bolsa Trabalho em convênio firmado entre a SDTS/PMSP e a Cooperativa e que posteriormente foram assessorados pela OSCIP (2003/2004/2005).

Dentro desta estratégia, a OSCIP realizou outro projeto em parceria com a Associação Ação Educativa, voltado para a capacitação em economia solidária, viabilidade econômica, gestão e autogestão de empreendimentos juvenis já constituídos. A capacitação foi realizada a partir do curso para o empreendimento “Cultura de Periferia”, que produz materiais reciclados no Jardim Savério, Zona Sul de São Paulo. Esta experiência trouxe um importante desafio metodológico que é a viabilização de empreendimentos autogestionários com a população jovem e de baixa renda.

Com o propósito de complementar e potencializar as suas estratégias metodológicas, em 2004 a OSCIP promoveu um Ciclo de Aprofundamento Metodológico interno em Economia Solidária que teve como início o Seminário “Juventudes e Alternativas de Trabalho – Desafios Metodológicos na Preparação de Jovens”. O objetivo foi aprimorar e atualizar a metodologia que estava sendo desenvolvida com o público jovem do Bolsa Trabalho. O seminário foi realizado na Ação Educativa e contou com as contribuições analíticas e de avaliação metodológica de representantes da Fundação Frieddrich Ildes, tendo se desenvolvido a partir da apresentação de experiências de entidades que realizaram capacitação ocupacional com jovens do Bolsa Trabalho no período 2001-2004, entre as quais o Instituto Ecoar para a Cidadania (Meio ambiente e Cidadania), a entidade Imagem Mágica (na área da cultura, imagem e fotografia) e a própria Ação Educativa.

No campo da implementação de políticas sociais para a juventude, a OSCIP tem atuado na área de qualificação profissional, tanto voltada para a inserção no mercado de trabalho tradicional, quanto para a inserção a partir de empreendimentos autogestionários. Em 2004, atuou junto ao Plano Territorial de Qualificação Profissional – PLANTEQ 2004, em parceria com a SDTS/PMSP, desenvolvendo cursos de Auxiliar Administrativo, Manicure e Pedicure para 2.040 educandos, com carga horária de 90 horas. Os educandos, moradores da Zona Sul de São Paulo, capacitaram-se no mês de março de 2005, nas dependências do Cursinho da Poli – Santo Amaro, e foram também sensibilizados em economia solidária, numa jornada de 16 horas de atividades.

Nesse mesmo período, a OSCIP desenvolveu, em parceria com o Núcleo de Ação e Pesquisa em Economia Solidária – NAPES, a formação de multiplicadores e de agentes juvenis nos princípios da economia Solidária, a partir da formação cidadã. A parceria envolveu 800 jovens de 16 a 24 anos, beneficiários do projeto Consórcio Social da Juventude de São Paulo, vinculado ao Programa Nacional do Primeiro Emprego – PNPE. Foram realizadas 80 horas de curso de janeiro a abril de 2005, nas dependências do Cursinho da Poli – Lapa em São Paulo.

Em 2005 a OSCIP passou também a fazer parte do conselho gestor dos Postos de Atendimento ao Empreendedor (PAE) de Itaquera e Interlagos, na cidade de São Paulo, compondo com a Secretaria de Trabalho do Município, o SEBRAE e outras entidades sem fins lucrativos. O PAE tem como objetivo fazer as ações e cursos do SEBRAE chegarem mais perto da população de menor renda. A OSCIP viu nesta ação uma oportunidade de aprimorar seus métodos e técnicas e adequá-las à população de baixa renda, até então pouco prestigiada pelo SEBRAE.

Em 2006, a OSCIP voltou a atuar junto ao Plano Territorial de Qualificação Profissional – PLANTEQ 2005, em parceria com a SDTS/PMSP, desenvolvendo cursos de Secretária/recepcionista, Garçom/Garçonete, Corte e Costura e Zeladoria para 320 jovens, moradores da Zona Sul de São Paulo, com carga de 200 horas.

Em 2006, a OSCIP atuou também no projeto Capacita Sampa, numa iniciativa da PMSP, desenvolvendo cursos de web designer, hotelaria e operacionalização de eventos para 520 jovens da Zona Sul de São Paulo, com carga de 320 horas, incluindo atividades práticas. A OSCIP fez ainda articulações junto a aproximadamente 100 entidades e 50 empresas da região, com o intuito de inserir os jovens no mercado de trabalho, de sorte que pelo menos 60 % deles conseguiram emprego.

Ainda em 2006, a OSCIP colaborou com o Programa Juventude Cidadã da Prefeitura Municipal de Guarulhos, vinculado ao Programa Primeiro Emprego. O Programa contemplou atividades formativas na área de cidadania, reforço escolar e inclusão digital, bem como qualificação profissional em administração e logística em transporte. No total foram atendidos 1.450 jovens.

Destaca-se a atuação no Projeto de Extensão Núcleos Comunitários de Formação e Produção Solidária para a Juventude, realizado entre os anos 2005 e 2007, na região noroeste da Capital paulista, distritos de Brasilândia, Cachoeirinha, Anhangüera e Perus, cujo objeto foi a constituição de núcleos produtivos com jovens de 18 a 24 anos. Referido projeto contou com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e fomento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD/ONU), por força do Convênio PNUD BRA/05/028.

Além daquelas descritas anteriormente, pode-se elencar as seguintes atividades desenvolvidas ou em desenvolvimento que comprovam a atuação da OSCIP junto a projetos similares à proposta do edital do SENAES/TEM.

Þ      Mutirões de construção rural: desenvolvimento de técnica construtiva combinada com formação profissional de trabalhadores rurais na construção de assentamentos e moradias rurais. Criação simultânea ao mutirão da Escola Nacional Florestan Fernandes, onde os trabalhadores aprenderam a edificar utilizando a técnica de construção com terra (solo-cimento). Foram produzidos materiais didáticos de apoio, bem como cursos de capacitação e formação (vários níveis) na construção dos equipamentos. Entidades que viabilizaram esse trabalho: Cáritas Brasil e Iterra;

Þ      Participação na Pesquisa “O impacto da inclusão das variáveis raça e gênero nas políticas sociais redistributivas e emancipatórias da Secretaria do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade do Município de São Paulo“. Fase I. Apresentado a FAPESP ao Programa de Políticas Públicas. Coordenado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT) em parceria com Instituto de Psicologia da USP, Prefeitura do Município de São Paulo/SDTS e a Cooperativa, assessorada pela equipe da OSCIP. O Projeto teve como objetivo geral avaliar o impacto da inclusão (ou não) das variáveis raça e gênero nas políticas redistributivas e emancipatórias durante a implementação dos programas Começar de Novo e Bolsa Trabalho. A partir da análise do banco de dados gerado pela PRODAM e entrevistas dos coordenadores dos Programas centrais e complementares, buscou-se uma compreensão sobre a política de raça e gênero da SDTS/PMSP presente nos Programas Sociais. A pesquisa foi realizada entre abril e outubro de 2004;

Þ      Mutirões Habitacionais – Acompanhamento técnico e social dos futuros moradores e de suas associações desde a definição da tipologia das unidades, até o processo construtivo. É realizada a assessoria na execução de 650 moradias construídas por meio de mutirões em 3 municípios do Estado de São Paulo: Atibaia, Teodoro Sampaio e no Itaim Paulista, na cidade de São Paulo. Em Itaim Paulista foram construídas 464 unidades habitacionais pelo Programa Paulista de Mutirão (PPM/CDHU). A OSCIP participou com sensibilização em economia solidária, estimulando ações de poupança coletiva, formação de cooperativas, acompanhamento social.

Nos projetos que acompanha e assessora, a OSCIP tem promovido a inserção de pessoas no mundo do trabalho por meio da constituição de empreendimentos coletivos, envolvendo a preocupação com uma formação cidadã, a sensibilização à economia solidária e o resgate da auto-estima da população menos favorecida na sociedade, fortalecendo laços de união entre pessoas em situação semelhantes e estimulando a organização popular para a busca de saídas dignas e cidadania.

 

Na incubação de empreendimentos solidários, a atuação da OSCIP tem sido pautada num processo simples e objetivo que se inicia pela Pré-incubação. Além da identificação do talento e experiência profissional dos participantes e das respectivas áreas de interesse para a realização de um empreendimento econômico solidário, nesta fase inicia-se o processo formativo em economia solidária e empreendedorismo, a partir da organização de vivências práticas, como feiras e/ou estruturação de Unidades Locais de Produção (ULP´s), que desencadeiam atividades de pesquisa e gestão e estimulam o aprendizado de práticas coletivas de trabalho.

Na fase de incubação propriamente dito, prioriza-se o desenvolvimento do Plano de Negócios, por meio de atividades formativas e de acompanhamento presencial dos empreendedores por técnicos habilitados da equipe multidisciplinar da OSCIP, incorporando também a produção em si como instrumento de formação. Ao plano de negócios, segue-se a apresentação das políticas de microcrédito voltadas para empreendimentos populares solidários. Na seqüência, busca-se dar continuidade à estruturação dos empreendimentos. A depender do tamanho dos empreendimentos, das necessidades estruturais dos grupos e de relações de parceria, os técnicos auxiliam na organização de espaços locais de produção, como forma de facilitar o processo de formação técnica e de produção dos empreendimentos solidários.

 

Todo o processo de incubação é pautado pelo profissionalismo da OSCIP. Cada empreendimento é analisado e acompanhado por diferentes técnicos, de diferentes áreas do conhecimento, complementares entre si, referenciados pelos princípios da economia solidária. Porquanto, além de reuniões de avaliação sistemática com supervisão metodológica de especialistas, a todo tempo a equipe passa por um processo formativo denominado “Formação de Formadores”.

Em 2005, a OSCIP participou de dois concursos promovidos pela Prefeitura Municipal de Santo André, para execução de dois projetos: o Programa Empreendedor Popular (PEP) e o Programa Incubadora de Cooperativas (PIC). Tendo sido selecionada, a OSCIP firmou convênio com a Prefeitura, em novembro de 2005, a partir do qual, passou a executar ambos os Programas. No aporte de suas competências técnicas e de suas experiências de incubação de empreendimentos populares e solidários, buscou inserir-se nas atividades, visando a capacitação dos beneficiários e a constituição e consolidação de empreendimentos populares e solidários. Com a sua participação, portanto, buscou contribuir para o objetivo geral da estratégia de geração de trabalho e renda, de forma a propiciar condições de emancipação social, cultural, política e econômica dos cidadãos e das cidadãs cadastrados nos programas sociais do Departamento de Geração de Trabalho e Renda (DGTR) da PMSA.

Conforme previam os projetos, para se dar cabo aos objetivos propostos e resultados esperados, o desenvolvimento das atividades relativas ao PEP foi iniciado pela sensibilização de munícipes, a partir da difusão dos princípios e conceitos da economia solidária e do incentivo ao empreendedorismo popular nas regiões prioritárias definidas pelo Departamento de Geração de Trabalho e Renda (DGTR) da Prefeitura Municipal de Santo André (PMSA). A estratégia desta fase foi dar suporte às ações do DGTR no que se refere à divulgação dos programas de geração de trabalho e renda nas comunidades, reforçando as atividades similares desenvolvidas anteriormente pela PMSA, com vistas a envolver lideranças comunitárias para ações de desenvolvimento local, construir bases de articulação local, onde empreendedores, associações e lideranças pudessem interagir politicamente e economicamente, visando o fortalecimento de ações territoriais, e dinamizando o relacionamento com o poder público municipal, bem como elevar o grau de adesão de empreendedores ao PEP.

No PIC, o desenvolvimento das atividades foi iniciado pela apresentação do projeto aos participantes, contemplando os objetivos, a estrutura e o cronograma do projeto, bem como os desejos, expectativas e perspectivas dos participantes em relação ao projeto, ao seu futuro profissional e sustentação financeira. Como se previa que os objetivos do Programa seriam apreendidos de maneira diferenciada pelos participantes e considerando as dificuldades de articulação dos objetivos do projeto com as expectativas pessoais dos mesmos, a estratégia dessa fase foi reforçar as atividades de sensibilização desenvolvidas anteriormente pela Prefeitura, de forma a evitar evasão prematura.

Passada a fase de sensibilização, no caso do PEP, e de apresentação do projeto, no caso do PIC, empreendedores foram diagnosticados, levando em conta as suas demandas e necessidades nas áreas de educação, qualificação profissional e saúde (mental e do trabalhador). Além de encaminhar as demandas e necessidades para o DGTR, tal diagnóstico permitiu classificar os empreendedores por necessidades técnicas, facilitando o desenvolvimento das atividades.

Na seqüência, empreendedores foram preparados para a incubação. Porquanto, foram formados em economia solidária, empreendedorismo, cooperativismo e autogestão, por meio de cursos rápidos e oficinas. Além da formação básica, os empreendedores foram orientados e assessorados pela equipe técnica na elaboração de projetos de empreendimentos econômicos, permitindo que ao final da pré-incubação cada empreendedor/empreendimento tivesse seu respectivo plano de negócios.  Terminada a etapa da pré-incubação, empreendedores passaram a receber apoio para a viabilização de estruturas básicas iniciais de produção e/ou comercialização de produtos e/ou serviços para geração de renda.  Além de capacitar os grupos para identificar e articular atores locais promotores de políticas públicas e iniciativas privadas de interesse da economia solidária, a  OSCIP disponibilizou assessoria técnica e auxiliou no desenvolvimento de atividades produtivas, na articulação com a busca de espaços de divulgação, apresentação e comercialização.

Viabilizada a estrutura mínima de produção, empreendimentos passaram à fase de qualificação com vistas à sua consolidação como atividade econômica e potencial de geração de trabalho e renda. Além de oficinas focadas em áreas específicas, empreendedores participaram de curso de gestão e de oficinas sobre formalização de empreendimento, atendimento ao cliente, designer e planejamento estratégico, ao mesmo tempo em que receberam assessoria técnica para melhorar as condições do empreendimento, combinada com a articulação de parcerias para a ampliação da comercialização dos produtos. Mais que melhorar o empreendimento, essas atividades foram importantes para a implantação do plano de negócios de cada empreendimento.

Por fim, os empreendedores foram apoiados na articulação e desenvolvimento de redes solidárias, como estratégia de geração de trabalho e renda. As redes foram fomentadas a se constituírem por segmentos econômicos, estimulando o olhar dos participantes sobre as cadeias produtivas. Além de articular encontros para fortalecer relações econômicas, essa estratégia promoveu vivências solidárias no sentido de trocar experiências sociais, profissionais e empreendedoras. Dada a sua importância na concepção do projeto, esta fase contemplou também discussões sobre oportunidades e pólos dinâmicos, bem como formas de oportunizar a economia solidária nestas possibilidades. Como estava previsto, foi também estimulada a Rede de Empreendimentos Populares e Solidários, com a participação de empreendedores tanto do PEP quanto do PIC. A demanda que chega para os empreendedores populares e solidários na maioria das vezes exige uma escala de produção superior à capacidade produtiva que dispõem. A organização da produção em rede, portanto, é aventada como possível solução para tal problema, em que pese a constatação também de que predomina uma cultura individualista no mundo do trabalho, cuja superação é um dos principais desafios à construção de uma rede de empreendimentos populares e solidários.  Para alcançar essa meta, foram realizados quatro encontros. Mais que um instrumento de sensibilização do público para a importância das redes solidárias, eles propiciaram a troca de experiências entre os empreendedores, com vistas a verificar maneiras pelas quais eles poderiam ajudar uns aos outros. Como desafios de médio e longo prazo, foram apresentadas as necessidades de acompanhar e orientar a consecução da rede e de fortalecer a geração de trabalho e renda, segundo os princípios da Economia Solidária, dentro de uma política pública que corresponda às demandas da sociedade civil.

Com o objetivo de criar um ambiente favorável ao desenvolvimento de atividades produtivas e de serviços, foi igualmente articulada com diversos parceiros uma discussão sobre a implantação de Arranjos Produtivos Solidários. Neste sentido foram realizados vários encontros que, além de empreendedores, contaram com a participação de representantes de diversas áreas da PMSA e de entidades de apoio e fomento. Além de refletir sobre a importância dos Arranjos Produtivos, o ciclo de encontros destacou a importância da constituição de cadeias produtivas solidárias para que seja dado um salto de qualidade para um patamar superior do mercado, com a criação de condições favoráveis para agregar valor aos produtos e serviços, bem como para a definição de preços competitivos, o que implica, entre outras coisas, em inversões em qualificação técnica e em novas tecnologias que garantam um diferencial no mercado. Para além da qualificação e incubação de empreendimentos, portanto, é preciso avançar no financiamento, no aporte tecnológico e num plano de trabalho que permita aglutinar os vários segmentos de cada setor. Ao longo do processo, um conjunto de empreendimentos populares e solidários foi constituído. Cerca de 70 empreendimentos assistidos pelos Programas estão em operação, parte dos quais formalizados. Soma-se a isso, o fato de estar em desenvolvimento a Rede de Empreendimentos Populares e Solidários, que se constitui como uma estratégia de relações associativas e solidárias entre empreendedoras populares e que está articulando a participação dos empreendimentos no Festival de Inverno, programado para julho próximo, entre outras ações importantes. O APS Têxtil Confecção está em vias de se tornar realidade com a implantação da Incubadora Setorial, inaugurando uma ação de incubação e de inserção e criação de mercado e logística entre os empreendimentos populares e solidários do setor no município.

Em 2007, a OSCIP participou do concurso promovido pela Prefeitura Municipal de Santo André, para execução do Projeto: Incubadora Pública de Economia Popular e Solidária – IPEPS. Tendo sido selecionada, a OSCIP firmou convênio com a Prefeitura, e desde Novembro de 2007, realiza a incubação 07 de empreendimentos econômicos solidários, além de fomentar e assessorar a constituição de redes e arranjos produtivos solidários no âmbito da Política Pública de Trabalho e Economia Solidária da Prefeitura de Santo André.

Desde Dezembro de 2007 o Instituto Integra passou a fazer a gestão do Núcleo de Desenvolvimento Empresarial, “Pedro Khuri Sakr” – Incubadora de Empresas de Penápolis. O Núcleo foi criado em 1999, e hoje é uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Penápolis, o SEBRAE SP e o INSITUTO INTEGRA PARA O DESENVOLVIMENTO.

Tem a proposta de inserir novas atividades econômicas na cidade, gerando trabalho e renda, receitas para o município, aumentando os postos de trabalho na comunidade.  Destinado a garantir às empresas nascentes, sobrevivência e crescimento, o Núcleo de Desenvolvimento Empresarial – Incubadora de Penápolis, funciona mediante cessão de infra-estrutura, apoio técnico, administrativo e de serviços. Tendo como resultado principal a redução em 65% das taxas de mortalidade dos empreendimentos.

Acreditando que a sobrevivência das micro e pequenas empresas depende, principalmente do apoio que receberam na sua fase inicial o INSITUTO INTEGRA investe na idéia de estruturação de uma ampla rede de apoio ao empreendedor. Através de parcerias com entes públicos e privados. O INSITUTO INTEGRA coloca a disposição dos empreendedores infra-estrutura, assessoria técnica, assessoria administrativa articulação de cadeias produtivas, elaboração de planos de negócios, apoio à participação em eventos tais como: feiras de negócios, workshop, rodadas de negócios, entre outros necessários à promoção e desenvolvimento da micro e pequena empresa. Esta parceria encerrou-se em Fevereiro de 2009.

Em 2008 a OSCIP participou do Edital de Chamada Pública de Parceria SENAES/MTE Nº 002/2008, para a Formação de Rede Nacional de Assistência Técnica através de Núcleos Estaduais de Assistência Técnica e Redes de Cooperação em Economia Solidária, sendo selecionado para implantar o Neates/SP – Núcleo Estadual de Assistência Técnica em Economia Solidária no Estado de São Paulo. Durante os 24 meses de duração do projeto a Oscip, promoverá aos 30 EES selecionados a assistência técnica permanente, estimulará grupos de trabalhadores cooperados a se organizarem para que tenham melhor perspectiva de renda e trabalho, transferindo para estes conhecimentos sobre organização do trabalho, gestão, avaliação de mercado, inserção de produto, etc.; através de consultorias que são intervenções diretas nos empreendimentos, prestadas por profissionais com conhecimentos e habilidades específicos, tornando-se um instrumento de apoio na organização e na melhoria da gestão e do processo produtivo, no desenvolvimento de novos produtos e na otimização da utilização de máquinas e equipamentos .

 

Na execução do projeto, a assistência técnica fornecida por intermédio de consultorias específicas, permitirá que seja realizado diagnóstico dos empreendimentos, identificando os pontos críticos que podem estar afetando os resultados dos empreendimentos e salientando onde devem ser intensificados os esforços.  Em seguida, com a elaboração de um Plano de Ação, poderão se definir as etapas para a execução da consultoria. Assim sendo, os benefícios da consultoria são inúmeros, podendo-se destacar a possibilidade de realizar um trabalho personalizado, dentro das dependências do próprio empreendimento, por meio de consultores com formação especializada em cada um dos assuntos a serem tratados.

 

 

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Em 2008 a OSCIP participou do Edital de Chamada Pública de Parceria SENAES/MTE Nº 002/2008, para a Formação de Rede Nacional de Assistência Técnica através de Núcleos Estaduais de Assistência Técnica e Redes de Cooperação em Economia Solidária, sendo selecionado para implantar o Neates/SP – Núcleo Estadual de Assistência Técnica em Economia Solidária no Estado de São Paulo. Durante os 24 meses de duração do projeto a Oscip, promoverá aos 30 EES selecionados a assistência técnica permanente, estimulará grupos de trabalhadores cooperados a se organizarem para que tenham melhor perspectiva de renda e trabalho, transferindo para estes conhecimentos sobre organização do trabalho, gestão, avaliação de mercado, inserção de produto, etc.; através de consultorias que são intervenções diretas nos empreendimentos, prestadas por profissionais com conhecimentos e habilidades específicos, tornando-se um instrumento de apoio na organização e na melhoria da gestão e do processo produtivo, no desenvolvimento de novos produtos e na otimização da utilização de máquinas e equipamentos .

 

Na execução do projeto, a assistência técnica fornecida por intermédio de consultorias específicas, permitirá que seja realizado diagnóstico dos empreendimentos, identificando os pontos críticos que podem estar afetando os resultados dos empreendimentos e salientando onde devem ser intensificados os esforços.  Em seguida, com a elaboração de um Plano de Ação, poderão se definir as etapas para a execução da consultoria. Assim sendo, os benefícios da consultoria são inúmeros, podendo-se destacar a possibilidade de realizar um trabalho personalizado, dentro das dependências do próprio empreendimento, por meio de consultores com formação especializada em cada um dos assuntos a serem tratados.

 

 

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